aulas de folclore galego en Lisboa

Restaurante Galego

Reservas: 21 882 13 92

Biblioteca

O Centro Galego de Lisboa dispón de unha Biblioteca con mais de 9.000 exemplares, entre libros, audios e audiovisuais, alén das Publicacións periódicas.

Teléfono: 21 885 36 80

Axenda cultural 2008

Actividades do Centenario da Xuventude de Galicia

Revista do Centro

En breve, presentación do n.º 1 da nova revista, com edición bimestral para os socios.

sede do Centro Galego

Manuel Cordo Boullosa

Lisboa 05.12.1905 + Lisboa 06.04.2000

Era o quarto filho de um casal galego (Manuel Maria Cordo Martínez y Leocadia Boullosa y Muñoz) imigrado em Portugal. Com cerca de um ano de idade morreu-lhe a mãe, o que motivou a sua ida para a localidade pontevedresa de Ponte Caldelas. Regressou alguns anos depois a Lisboa, vindo trabalhar aos seus 15 anos com seu pai na venda de carvão em garrafas de queroseno para fornilhos pelas ruas de Lisboa, ligando-se logo ali aos hidrocarbonetos, negócio a que se viria a dedicar mais tarde - no caso, o petróleo - e que o tornaria um dos maiores empresários portugueses de sempre.

Antes, todavia, trabalhara como escriturário a partir dos 14 anos, ao mesmo tempo que frequentava o curso comercial na Escola Académica, que entretanto concluiu. O petróleo era mesmo o seu futuro. Depois de se dedicar à sua venda, participou em 1933 na fundação da SONAP - Sociedade Nacional de Petróleo, em parceria com um grupo francês. Pouco tempo depois, entrou no complexo petrolífero de Sines. Estava pois solidamente lançada a sua promissora actividade empresarial no ramo petrolífero. Não deixou de alargar os seus interesses ao estrangeiro, estendendo a sua actividade empresarial no sector à África Austral, onde fundou e presidiu a várias empresas petrolíferas, como a SONAPMOC e SONAREP, em Moçambique, a SONAREP South Africa e HOMEGAS, na África do Sul, a OILCOM, no Malawi e a SONAREP na Suazilândia. Manuel Boullosa tem o mérito de ter pressentido, quando ainda ninguém o poderia adivinhar, as enormes potencialidades económicas que derivam do negócio dos petróleos. Nesta linha, e já sendo conhecido internacionalmente no ramo, foi também administrador da OMNIUM Français de Petroles.

Contudo, embora por muitos considerado como o único verdadeiro empresário português de petróleos, Manuel Cordo Boullosa dedicou-se a outras actividades empresariais, como no sector financeiro, onde foi, por exemplo, administrador do Banco Fonsecas & Burnay, presidente da Banque Franco-Portugaise (França), do Lissabon Bank (Alemanha) e do Banco Pinto de Magalhães (Brasil). Neste último país, foi também administrador do Banco Itaú. Deteve também, em Portugal, até 1974, uma considerável parcela das acções do Crédito Predial Português.

O seu nome aparece ligado aos maiores acontecimentos económicos em Portugal desde quase a década de 30, tendo construído um forte império económico durante o regime de Salazar, que não soçobrou ao 25 de Abril, momento da vida política nacional que nada o afectou, pois manteve-se sempre numa posição independente e apenas norteada pelo ritmo da acção empresarial.

A sua actividade manteve-se até ao momento da sua morte, através da sua actuação para que se salvaguardasse a posição portuguesa na GALP - onde era um dos grandes investidores - face à pressão italiana do grupo ENI (que se viria a concretizar) para controlar boa parte das acções da empresa. Boullosa tentou manter uma participação directa na petrolífera portuguesa (pois desde 1992 participava no capital da Petrocontrol, através de dois lotes de acções, um pessoal, outro através da sua Sonacin-Soc. de Investimentos Financeiros), chegando mesmo a solicitar ao governo a devida autorização. Contudo, depois recuou, embora, à hora da morte, não deixasse de impor condições para que o negócio italiano da petrolífera fosse avante. Era, na verdade, o único verdadeiro "homem do petróleo" português.

Fue un gran mecenas de la cultura portuguesa y poseía en el Chiado, en la misma calle que alberga la célebre estatua de Fernando Pessoa, la librería Bertrand, un establecimiento de culto en toda Europa.

Manuel Cordo Boullosa nunca renunció a su identidad gallega y obsequió en 1988 a la colonia gallega en Lisboa con un fastuoso palacete que ha sido desde entonces la sede del Centro Gallego de Lisboa, que en 2008 cumple 100 años.

Para Manuel Cordo Boullosa el mundo era su centro de negocios y sus inversiones iban desde la industria al sector financiero, de la agricultura al comercio, del turismo al sector editorial.

Son de esto ejemplo:

• La fundación de una decena de empresas petrolíferas de las que se destacan SONAP (Portugal), SONAREP, SONAPMOC (Mozambique);
• Las adquisiciones, en el sector financiero, del Banque Franco Portugais (Francia) y del Banco Pinto de Magalhães (Brasil) y sus participaciones en el Crédito Predial Portugués, Banco Fonseca y Burnay (Portugal), Lissabon Bank (Alemania) e el Banco Itau (Brasil);
• Sus inversiones en la Libraría Bertrand, Difel Difusión Editorial (en Brasil y Portugal) e en la Quetzal, en el sector editorial

La mayoría de las empresas creadas por este gallego de sangre y corazón eran empresas punteras en su sector y en ellas siempre había un lugar para los gallegos.

O Consello da Xunta de Galicia aprobou na súa reunión do día sete de xuño de dous mil concederlle-la Medalla de Ouro de Galicia, a título póstumo, en recoñecemento tanto á relevancia da súa traxectoria profesional como ao seu compromiso con Galicia e coa colonia galega da capital lusa.